Assistir a Copa na Globo até que não é tão ruim. Ruim mesmo é assistir quando o narrador é o Galvão. E horrível é quando o jogo é do Brasil e quem narra é o Galvão.
No jogo de abertura, em que a Alemanha venceu a Costa Rica, o mais interessante era ver o esforço que ele fazia para não pronunciar o nome do goleiro costarriquenho. Se você não assistiu o jogo ou não curte futebol, esclareço: o dito arqueiro chama-se Porras!
Pronto, achou esquisito, certo? Porras! Que p. de nome é esse?
Porras! Porras! Porras!
Muito bem, a graça acabou. Só é esquisito na primeira vez em que a gente ouve. Depois, torna-se comum.
Pois bem, o Galvão Bueno fazia tanto esforço para não falar o nome do goleiro que parecia coisa de criança que evita pronunciar algum palavrão na frente dos pais. Sabe, quando você ouvia aquelas músicas cheias de xingamentos, mas, quando sua avó ou sua tia estavam presentes você corava só por estar ouvindo?
Em tempo: os nomes dos alemães eram muito mais estranhos. Ou não soa estranho para você ouvir Mertesacker, ou ainda Schweinsteiger?
Queria ver onde ia parar o pudor do Galvão se houvesse um germânico chamado "Vaissefüder" (criação de Kibeloco.com.br)